quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Sindrome do amor bloqueado

Voltei, para mais um discorrer de palavras para as quais não encontro sentido, o que eu já desconfiava tornou-se quase certeza esta semana,  um tipo de sindroma - amor bloqueado - amores que se pensam correspondidos, mas que nunca se concretizam, e que ficam entranhados em nós e não nos deixam viver porque a velha e amarga esperança instala-se e o resto do mundo não tem interesse sem ele, os outros perdem o encanto, negamos a partida o encanto dos outros simplesmente porque não se aproximam do nosso belo ideal projectado nesses amores frustrados... que merda, perdemos tanto tempo num mundo onirico, numa fantasia, e a vida passa a ser uma merda simplesmente porque não é mais como um filme ou o sonhos que nós construímos com pequenos resíduos de uma realidade que mal provámos...

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Sentir: NICKLES

É a segunda vez este ano...


A ausência de alguém no pensamento, esta a tornar-se um hábito, um triste hábito... por assim dizer.

Será que as minhas defesas resolveram inventar este novo modelo? O de não pensar em ninguém o de não ter ninguém, assim não sofro de ansiedade, de desgosto... mas também não sofro de reconforto, de calor no peito quando se fala desse alguém, nem de pensamentos esvoaçantes e criativos que estimulam a alma de cada um, não tenho aqueles suspiros profundos, nem a cabeça a viajar para destinos indefinidos...

Confesso que não gosto de me sentir assim, confesso que sou movida de paixões arrebatadoras mas que agora nem perto lá ando, estou gelada por dentro e não fui eu que optei, terá a idade a ver com isto?! Estarei mais exigente ou menos sortuda?! Acerto sempre no alvo errado, iludo-me com um olhar, quase que me entrego por meio de duas frases.. .Mas onde andam eles?!! Aqueles que têm trunfos p me conquistarem? Será que existem… Por favor digam que sim, se não n sei o ke fazer já está difícil mudar certas decisões e opiniões... mas poderei eu encontrá-los... serei eu compatível com o meu ideal?

Vejamos eu gosto de determinado tipo de pessoas mas será que esse tipo gosta de pessoas do meu tipo?!

Bem, é melhor nem pensar nisso, portanto prefiro ir p rua viver e talvez um dia destes distraidamente apareça algum do meu ideal a gostar do meu tipo...

Até lá vou-me aguentando à “bronca”... de n sentir nada...

sábado, 17 de junho de 2006

Nunca Mais

E nunca mais voltar a escrever... nunca mais voltar a pensar... nunca mais querer sentir..
Sentir o que tão vago se pode ser, sentir que somos pedaço de ar... e simplesmente admiti-lo… o não viver por vontade, diluir o veneno no leite.

O recusar-se a participar na vida que nos ofereceram, o andar nos bastidores por vontade, e aqui e ali dar uma espreitadela à realidade,

O estar presente sem se ser notado, o prazer de assim ficar, o sorriso que não sai... por teimosia e a expressão seria que fica por ousadia…

Desafiar um condado, reino ou fantasia, simplesmente pelo gozo que me dá, e na noite entrego-me ao nunca mais escrever... ao nunca mais pensar... nunca mais sentir, como podem ler neste texto que por mera distracção é escrito à luz de uma lua que não existe que não mostra a sua face e finge que nos inspira e que nos torna mais românticos!

O amor que vá ao ar, mais outra mentira que nos contaram, mas que insistimos em acreditar, e uma e duas e três e quatro e cinco... e todas as vezes que forem precisas... ai fomos tão bem ensinados... que já vai tarde para aprender que metade do mal que condenamos só acontece que achamos que existe um bem… um bem para quem?!

Experimenta ser parasita numa noite que não é de ninguém, suga o sangue do próximo, força grita!! Torna-te podre, chega ao fundo do poço e ri-te muito na cara dos que lá estão, porque tu foste por opção, e podes sempre voltar, não te esqueças também que das tuas mãos provavelmente alguns lá foram parar... sê vampiro da vida, morde cada vítima e partilha o banquete, parte antes do fim... não olhes para trás e solta aquela gargalhada que entra pelos ouvidos e escorre pela espinha. E quando assim souberes viver... volta à tona e olha para o sol…

Não, está mais brilhante?! Ou já era o negro tão cómodo que já não consegues abrir os olhos? Abre-os - JÁ - é uma ordem!! Ficas cego mas depois aprenderás a ver que afinal na cor não há felicidade, mas há na vida, coisas que ta podem proporcionar...


Vá lá, tem coragem, n há nada a perder, se ganhas-te nas trevas...

Esquece, vai ser duro o teu percurso, bastante mais do que lá em baixo... mas verás e aprenderás coisas que os reis dos dias de sol nunca verão ou saberão.

Não há nada para te recompensar pelo esforço... injusto dirás tu... mas...

No fim afinal... deixas-te de ser rato e passas-te a ser homem.