Há aqueles dias em que sentes que tens de escrever, mas... não há palavras que saiam... não há frases que se formem... mas aquele aperto continua... aquele tremor interno... que se quer jorrar em palavras, em frases... em grito.... acima de tudo...
Ontem fui-me deitar, com uma contradição dentro de mim... hoje acordei roída...
mordo o silêncio alvoraçado, dentro de algo imaterial... que se materializa em mim...
Não sei por onde começar... não sei por onde e como exteriorizar...
temo o arrependimento,
temo a posição que defendo... por oposição ao que quero...
temo ainda por tudo isto... afastar-te de mim...
temo não saber demonstrar o que sinto, e iludir-te com outro lado que pouco tem de mim...
temo que este texto não seja lido...
temo agora mais, que não seja de todo compreendido...
temo não estar a escrever o que devia...
temo escrever mais do que o que digo
temo jamais veres para la do acto irreflectido de olhar.
Estou aqui.
Mas, temo um dia não estar...
domingo, 21 de novembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
TORANJA - Carta
Não falei contigo Com medo que os montes e vales que me achas Caissem a teus pés Acredito e entendo Que a estabilidade lógica De quem não quer explodir Faça bem ao escudo que és Saudade é o ar Que vou sugando e aceitando Como fruto de Verão Jardins do teu beijo Mas sinto que sabes, Que sentes também num dia maior Serás trapézio sem rede Pairar sobre o mundo Em tudo o que vejo É que hoje acordei e lembrei-me Que sou mago e feiticeiro Que a minha bola de cristal é folha de papel E nela te pinto nua Nua, numa chama Minha e tua Desconfio que ainda não reparaste Que o teu destino foi inventado por gira-discos estragados Aos quais te vais moldando E todo o teu planeamento estratégico de sincronização, Do coração, são leis como paredes e tectos Cujos vidros vais pisando Anseio o dia em que acordares por cima De todos os teus numeros, Raizes quadradas, De somas subtraídas, Sempre com a mesma solução. Nah! Podias deixar de fazer da vida um ciclo vicioso, Harmonioso, Ao teu gesto mimado E à palma da tua mão É que hoje acordei e lembrei-me Que sou mago e feiticeiro Que a minha bola de cristal é folha de papel E nela te pinto nua Nua, numa chama Minha e tua Desculpa se te fiz fogo e noite Sem pedir autorização por escrito Ao sindicato dos Deuses Mas não fui eu que te escolhi Desculpa se te usei Como refugio dos meus sentidos Pedaços de silêncios perdidos Que voltei a encontrar em ti. É que hoje acordei e lembrei-me Que sou mago e feiticeiro... ...E nela te pinto nua Nua, numa chama Minha e tua numa chama minha e tua... Ainda magoas alguém O tiro passou-me ao lado Ainda magoas alguém Se não te deste a ninguém Magoaste alguém A mim passou-me ao lado... A mim passou-me ao lado...
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
O adeus sorridente
A primeira vez que tive um blog não foi aqui... foi no space do Msn...
e os dois primeiros artigos que escrevi, foram sobre uma misteriosa personagem de lisboa.
Hoje fiquei a saber, que ontem deu o seu último adeus, e hoje toda a gente sabe quem ele é, Todos o tratam pelo nome de João Manuel Serra... há uns anos eu apenas sabia:
e os dois primeiros artigos que escrevi, foram sobre uma misteriosa personagem de lisboa.
Hoje fiquei a saber, que ontem deu o seu último adeus, e hoje toda a gente sabe quem ele é, Todos o tratam pelo nome de João Manuel Serra... há uns anos eu apenas sabia:
hoje ocorreu-me falar de alguem...
Alguem que todos conhecem ou julgam conhecer ( dos que se passeiam pela noite de lisboa),
Se tal como eu já passas-te pela zona do Saldanha, quando a noite é já quase madrugada, certamente foste presenteado com o aceno de uma mão, e um sorriso de um homem aquem os cabelos brancos ja revelam alguma idade...
Este jovem de cabelos brancos, retribui calorosamente os acenos que lhe fazem ,a partir dos carros que esperam que o semaforo passe a verde.
De inverno e de verão camuflado pelos seus oculos escuros e a gabardine beje, sorri...
e que entusiasmo demonstra em cada sorriso, é mais um marco da nossa cidade, a cidade que não vem nos roteiros, mas a cidade que vive, que se afunda na solidão, que sobrevive!
Quem é afinal, quem é?! Porque está ele a espalhar sorrisos no meio da praça, em frias noites de inverno?!
Presto a minha homenagem a este homem...
Será o suficiente? Será que ninguem se interroga? Precesirá ele de alguma coisa ou de alguem? Qual o seu nome?!
ou bastam-lhe os nossos acenos... para saber que existe, que alguém o vê...
Não nos és indiferente, por isso te sorrimos, sabemos que lá estás, e se um dia faltares sentiremos...
obrigado pelo sorriso, o minimo que faremos é devolver-to...
façam-no voces também, se tiverem tempo... parem e dois dedos de conversa n farão mal...
ati e a lisboa que se enriquece com a tua anonima história!
Maio de 2006
mais tarde fiquei a saber...
enfim... é o minimo que devo fazer depois do apelo..
a personagem do blog anterior, surpreendeu-me durante o
dia com um dos seus acenos...
num sitio onde não o esperava encontrar...
(se e k alguma vx pensei encontra-lo durante o dia...)
É numa zona ilustre da cidade... a que alguem apelidou de Restelo
que durante o dia João segundo o que me disseram,
é assim que consome as horas ensolaradas...
Se João e o seu nome, ou se simplesmente e c se fosse JOE p os ingleses,
não sei, mas dar-lhe um nome,
perceber que os seus dias não parecem diferentes das suas noites..
dá o que pensar...
Setembro de 2006
Esta é a homenagem que lhe posso fazer...
hoje fiquei a saber muito mais sobre ele,
sobre o seu blog, sobre a paixão pelos filmes, do ritual de domingo... :)
Hoje a cidade prestou-te uma grande homenagem... pena que só a possas ver
a partir desse outro lugar...
Eterno Adeus
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Retratos
Uma folha,
Igual a tantas outras... branca, texturada, limpa;
Expectante de ti,
que a olhas, que procuras o seu melhor ângulo;
Hesitante recolhes a mão ao primeiro traço,
é leve e fluido, espalhando-se quando assim tiver de ser...
Vislumbras um cânone,
frio e distante do modelo que tentas reproduzir...
Olhas agora, e vês o rosto,
uma massa organizada; nada de novo.
Olhas mais uma vez,
e espantas-te por ver uma expressão,
não estava lá, ainda agora!
A coisa complica-se,
o olho também ri...
No que julgas ser o fim,
começas a modelar cada característica,
descobres as particularidades do modelo,
riste-te,
descobres os teus erros!
amaldiçoas a tua falta de competência,
desculpas-te, com a tua mão ferrugenta ...
Insistes, dás sombras, cruzas linhas, em vão.
Pois no fim, o modelo apesar de se parecer,
não é nem nunca será quem pensavas até então.
Igual a tantas outras... branca, texturada, limpa;
Expectante de ti,
que a olhas, que procuras o seu melhor ângulo;
Hesitante recolhes a mão ao primeiro traço,
é leve e fluido, espalhando-se quando assim tiver de ser...
Vislumbras um cânone,
frio e distante do modelo que tentas reproduzir...
Olhas agora, e vês o rosto,
uma massa organizada; nada de novo.
Olhas mais uma vez,
e espantas-te por ver uma expressão,
não estava lá, ainda agora!
A coisa complica-se,
o olho também ri...
No que julgas ser o fim,
começas a modelar cada característica,
descobres as particularidades do modelo,
riste-te,
descobres os teus erros!
amaldiçoas a tua falta de competência,
desculpas-te, com a tua mão ferrugenta ...
Insistes, dás sombras, cruzas linhas, em vão.
Pois no fim, o modelo apesar de se parecer,
não é nem nunca será quem pensavas até então.
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