domingo, 27 de dezembro de 2009

Ruminar

O que é k pessoas e vacas têm em comum?! (não, não é isso.. Se bem k.. Mas não vamos por aí..)

Ruminar... O normal é ruminar erva, uma e outra vez até ficar uma pasta, que vai e volta as vezes que forem precisas até ficar resolvida, bem preparadíta para ser absorvida (dizem pelo organismo)!

Nós ruminamos? Claro, horas e horas de ruminanço.. De pensamentos e vontades caladas, insultos, sapos, Desejos e opiniões que não temos coragem para verbalizar.. Quiçá para admitir a nós próprios... Ruminam-se perguntas para as quais não encontramos respostas! Ruminan-se modos de dizer as coisas minimizando os efeitos colaterais... Afinal quem rumina mais?! As vacas ou os homens?

sábado, 19 de dezembro de 2009

Hapiness is free

Voltar a escrever...
Normalmente escrevo quando um turbilhão de emoções roda em torno a mim, e se precipita em palavras, testemunhos, daquilo que sou e sinto no momento... normalmente momentos intensos, infelizes, fustrados...

hoje, escrevo apaziguada, escrevo do cimo do cume, feliz, com os pulmões cheios de ar, e um sorriso pateticamente risonho... escrevo sobre um estado com o qual não estou apta a escrever... mas é imperativo escrever, é imperativo partilhar com o mundo a intensidade que está em mim... e o formigueiro na ponta dos dedos, ajuda, também eles baralhados pelas necessidade de construir frases tecla a tecla...

Gosto de ser surpreendida, mas desta vez o destino, mostrou-me o que é uma verdadeira surpresa... afinal esteve sempre ali... e do nada um "mundo" revelou-se... tou na fase de caminhar pelas nuvens...
Não estou muito habituada a esta vertigem, mas... não quero saber o que há para além delas, quero absorver, partilhar, VIVER, cada momento, cada palavra, cada pensamento endereçado, cada imagem que se cria na minha cabeça, quero reviver todas as outras que fui montando de nuvem para nuvem... mas contigo porque so contigo fazem sentido...
até amanha, ca te espero de volta...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Mind the Gap


Mais uma vez viagens, esta num contexto diametralmente oposto à anterior... se uma era em contexto humanitário esta foi sem dúvida em contexto urbano, consumista e muito mais...




Um consumo de gente, de movimento, de cultura, de compras... um frenesim de coisas e lugares para abarcar em contra-relógio... e de repente algo se sucedeu... o tempo ficou suspenso... um tal de "matrix", onde tudo em torno rodava a um compasso diferente do que se passava em mim... até que o tempo recuperou e eu colidi brusca e inesperadamente contra uma carga flamejante (ou colidiu contra mim), que mesmo agora que escrevo com algumas semanas de intervalo, continuo a sentir as réplicas, da sua vibração, do seu calor em cada extensão de mim, no corpo, na mente, nos sonhos...   


A terra de sua Majestade, sempre me afastou dela... pequenos percalços sempre adiaram a sua descoberta, desta vez, até aterrar, pensei que o mesmo se iria suceder, na verdade coloquei foi em risco o retorno...


Agora à luz dos acontecimentos, tenho tendência para acreditar, que estive a realizar um caminho, arranjar uma bagagem pessoal,  para poder conhecer a cidade mais cosmopolita da Europa, de forma a torna-la inesquecível... aprendi e vi o que tinha a ver, turística, profissionalmente... tomei em grandes tragos, a efervescência daquelas ruas, mergulhei profundamente nas paisagens pictóricas de Turner, para me deixar rodopiar ao som dos musicais, ser arrastada pela azafama mundana das sacolas de compras, das livrarias, das lojas de brinquedos,  pelos corredores labirínticos do metro... seguindo sempre as vozes que incessantemente alertam e nos informam... deixei-me levar pelos lugares literários, cinematográficos... recriei em cada um a minha propria historia, fui ainda a turista típica, a caminhar horas e horas entre "lugares de culto", património de uma terra, de uma identidade que se dilui aos poucos no mundo global... fui mais uma entre milhares de forasteiros, mas acima de tudo esta viagem trouxe-me não só o desfrutar da companhia dos meus amigos (mais uma vez fora do ovo),  mas acima de tudo deu-me de mão beijada... a possibilidade de sentir tudo e deixar-me ir... sem bloqueios ou desculpas... simplesmente caminhar por entre milhares de pessoas e enfeites de natal... sem estar fechada em mim...permiti, que a tua vontade (em sintonia com a minha), levasse o meu retrato solitário a desfazer-se nas águas turvas do Tamisa...




A noite, que se instala de véspera (anoitece às 16h) raiava-se de luz, quando envergonhado o Big Ben continha-se para  não anunciar as 18h30, que se tornara quase numa espécie de  hora "coca-cola light"... Ah... sinto falta do peso da mão, na alça/tira do meu casaco...




Há uma imagem que carrego comigo (no meio de tantas outras...), o "Hyde Park" à noite, aquela imensidão de lago, os patos, todos eles alinhados (não estivessem eles em terras de protocolo!), e nós os três solitariamente confortáveis no nosso riso, a cantarolar para afastar a brisa gélida do vento que teimava em nos chicotear o rosto...  sim, é uma imagem incrivelmente simples e quase universal, mas estará sempre associada a esta viagem...





Adorei, um povo organizado, metódico, "polite"... (até os patos, os cães e os esquilos!)  o que alguns chamariam de "rebanho/carneiros" que fazem tudo igual, eu chamo de próximo a utopia realizada, verdadeiramente senti e vivi o conceito de "povo civilizado", e que miscelânea de povo, gente de todos os cantos do mundo (segundo uma fonte próxima até da Nova Caledónia!) que apesar de tudo na sua possível harmonia urbana assimilaram estes e outros hábitos...





No fim retive duas frases, uma que me sopraram constantemente no metro mais longo do mundo, e que dá titulo a este post "Mind the Gap", vou me manter alerta,  a outra estava escrita (acho que em néon) na fachada da Tate Britain, " Everything is going to be alright"... Quero e vou fazer para que assim seja!



Uma Missão Equatorial



Há uns meses que não escrevo, não por falta de assunto... mas por uma preguiça imensa de aceder ao blogue... mas hoje a sofreguidão insaciável de escrever foi mais forte que a inércia que se aloja em mim...

Os meses, e os assuntos crepitam na minha cabeça, uma tonelada de historias e de frases são criadas quase ao segundo, para serem debitadas tecla a tecla neste ecrã... de tal forma, que há quem cante no banho, eu prefiro fazer solilóquios com o chuveiro sobre narrativas, algumas com nexo outras completamente desencadeadas de um pensamento linear... algumas, penso até que com algum brilhantismo mas que se evaporam com a agua quente do banho, fixando-se no espelho ao invés de serem transcritas para aqui...

Este verão vivi uma experiencia fora de serie, escorreguei até à linha que divide o mundo em Hemisférios e deixei-me inebriar por um povo, uma cultura, um clima e um tempo tão diferente do meu, que só pude deixar-me embalar num "leve leve"... um "leve leve" de sabores, de falta de tudo e absolutamente nada, de uma varanda que guarda nos "por do sol" horas de confidencias, no zumbido da rua e da escuridão das noites, da ausência de luz e de água que é sobreposta pelos ritmos dengosos e pelo perfume dos frutos, dos olhos arregalados das crianças e da sua voz gritada a pedir atenção:
- "Brrrranca".
- "Das Neves", aprendi eu a responder, com um acenar sorridente e um "Xaué" a pontuar.
Foram horas de trabalho e de aprendizagem, minhas, não deles...
Foi abrir os olhos, foi crescer, foi dar a mão a alguém que não sabes quem é, nem de onde vem...
Mas será que estará nas tuas mãos saber para onde vai? humm... não.
No entanto,  quero acreditar que lhes tenha mostrado um leque de opções, a força de querer ou de agarrar foge-me ao controlo, isso... cabe-lhes a eles... está nas suas mãos! (não nas mãos de quem ajuda ou pelo menos não só). Foi o nosso lema, porém, na verdade só está em quem quer ou pode ser ajudado...
E isso é um caminho longo a percorrer... quem sabe um dia... saberei ou saberemos... se o "machim" (catana) colheu algum fruto dos que fomos plantar!


Eu e a Bela, a grande ajuda em são Tomé, uma amiga de verdade, a professora que todos queremos e a melhor vizinha do mundo!




 um momento em cadeia... ai a varanda... se falasse!



Bonecas de folha de bananeira


Um peixe colorido das águas quentes recriado em material reciclado e natural (cartão de caixa, tampinhas das latas e folhas de bananeiras)



A Borboleta/libelinha de folhas


O tipico carrinho de lata, todos os trabalhos realizados no "2º curso de Ferias da Escola Secundária da Trindade" Mezochi – São Tomé e Príncipe


O meu último almoço… a receita do Gilson de rissóis de peixe andala…


As "noites crioulas"…

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Shots - Missão

Fica o registo efemero de muito trabalho, convivencia, momentos mágicos... e tantos outros para os quais não amadureci ainda as palavras para os descrever...

as caras da missão...




a divulgação...




A roça...















a escola...
















as rondas de alimentos...





a paisagem e o quotidiano...




















os tempos livres...

























a despedida....







Algum trabalho que ficou...












Toda a equipa!
(eu e o pucaro em memoria...)