terça-feira, 20 de julho de 2010

Silêncio nos ecos da alma

O barco agita fortemente com o o choque potente das ondas contra o casco.

No convés, onde me encontro, varias almas penadas e praticamente desfiguradas movem-se à mercê dos balanços enjoativos que a embarcação faz...eu vou de estibordo a bombordo, e não reparo, escorrego no sal e só não passo a água, porque algures uma teia de cabos, que alguém não arrumou... me... prende...

Fico de pés para cima, cara para baixo, agito no ar como uma qual bandeira, uma vela mal rizada, sacudida, chicoteada pela violência de Éolos! Sou um rasgão de pano, de uma era perdida, sou uma trégua extinguida, nas vontades da cobiça.
Não há leme.
Perdeu-se a rota...