domingo, 10 de abril de 2005

Penumbra

Tenho-te em mim,


Preso nas memorias dos meus sentidos...
És a brisa da manhã que quero que venha ao rosto,

Com o perfume do teu corpo,

Temo o mau presságio...

Que seja só a brisa...

Tornaste-te arrepio que ainda estremece...

Mesmo quando há muito não me tocas...


Se mal chegaste a aparecer, porque te queres ir?

Quem te leva para longe de ti? Tu?

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2005

Shotgun literario

Acho que estou mais lúcida, mas será que estou mm?!


Foi preciso o mundo dos livros invadir a minha realidade para perceber que andava em fase de negação...

a literatura é uma arma, e que arma...

Porquê que temos sempre de invejar amores trágicos? Porque acorda a nossa compaixão amores que acabam de forma fatídica, como pode o romance de Shakespeare, Romeu e Julieta ser um hino ao amor se morrem os dois?! Como podem Jaime e Thorton neste livro que li serem o estereótipo de amor que todos queremos? Quando ela sofre de uma doença que o faz ficar só numa realidade que nao faz mais sentido sem ela? Porque é que filmes como Sweet November e City of Angels têm tanto sucesso?

Será porque nos fazem ver os erros que andamos a cometer ou somos mesmo só movidos pela compaixão, sadismo...

Escrevo isto as 5:49 de 4 de Fevereiro, n me perguntei qual a necessidade de escrever a data, mas e preciso assinalar as datas em que nos tornamos lúcidos, porque são tão raras e não faço ideia quanto tempo mais pode durar...