Há aqueles dias em que sentes que tens de escrever, mas... não há palavras que saiam... não há frases que se formem... mas aquele aperto continua... aquele tremor interno... que se quer jorrar em palavras, em frases... em grito.... acima de tudo...
Ontem fui-me deitar, com uma contradição dentro de mim... hoje acordei roída...
mordo o silêncio alvoraçado, dentro de algo imaterial... que se materializa em mim...
Não sei por onde começar... não sei por onde e como exteriorizar...
temo o arrependimento,
temo a posição que defendo... por oposição ao que quero...
temo ainda por tudo isto... afastar-te de mim...
temo não saber demonstrar o que sinto, e iludir-te com outro lado que pouco tem de mim...
temo que este texto não seja lido...
temo agora mais, que não seja de todo compreendido...
temo não estar a escrever o que devia...
temo escrever mais do que o que digo
temo jamais veres para la do acto irreflectido de olhar.
Estou aqui.
Mas, temo um dia não estar...
queria eu não ter palavras que saiam ou frase que se formem assim.
ResponderEliminarfoi este dos teus textos que li, aquele que melhor traduz o que realmente pensas, sentes e és, pena ele emanar um ar de desilusão e até um certo tormento.
espero que seja uma fase efêmera :)
até mais cara ^^
A perfeição da escrita só não compreendem o que transmite, quem não sinta!
ResponderEliminar