segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Sem Fôlego

Sussurra-se um gemido gritado.

Solta-se, mudo de todos os meus sentidos,
o verbo, que silva em estereofonia,
afónico, funde o som ao silêncio;

Solta-se, surdo de todas as minhas vontades,
o eco, numa outra qualquer parte ouvido,
casto, em  terreno marginalizado;

Solta-se, cego de todos os meus desejos,
o flash, exasperado rompe sem pele,
a gula de ver a razão!

Esgotado...

Solta-se, leve e efémero,
corporeamente etéreo, em ti,
um grito esmagado, de certo,
um só peso arrastado por mim.
Absurdo. Excessivo,
mas nunca antes carmim.

Sopra-se, por rancor,
um tal gemido,
quando chega... aquela coisa...
chamada fim!

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