Uma folha,
Igual a tantas outras... branca, texturada, limpa;
Expectante de ti,
que a olhas, que procuras o seu melhor ângulo;
Hesitante recolhes a mão ao primeiro traço,
é leve e fluido, espalhando-se quando assim tiver de ser...
Vislumbras um cânone,
frio e distante do modelo que tentas reproduzir...
Olhas agora, e vês o rosto,
uma massa organizada; nada de novo.
Olhas mais uma vez,
e espantas-te por ver uma expressão,
não estava lá, ainda agora!
A coisa complica-se,
o olho também ri...
No que julgas ser o fim,
começas a modelar cada característica,
descobres as particularidades do modelo,
riste-te,
descobres os teus erros!
amaldiçoas a tua falta de competência,
desculpas-te, com a tua mão ferrugenta ...
Insistes, dás sombras, cruzas linhas, em vão.
Pois no fim, o modelo apesar de se parecer,
não é nem nunca será quem pensavas até então.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Guerras de Alecrim e Manjerona no quintal de casa...
O que é que eu faço à minha vida?!
"Atira-te ao mar... e diz que te empurraram...." (por acaso até dava jeito, um choque térmico e atirar galhos aos outros!)
Para esclarecimento dos literais... apesar de estar no halloween, não me entraram dois carros alegóricos pela casa a dentro... pelo menos por enquanto, não!
Mas as minhas personagens, encontram-se todas num quintal.
Não é um quintal qualquer, é o quintal que eu e o leitor idealizarmos, tão mutável como as nossas memórias, tão fresco ou tenebroso como as nossas emoções!
Onde vejo uma árvore airosa de frutos carnudos, há quem indistintamente veja um cacto verde e isolado, uma roseira a florescer de espinhos...
hum... o tempo é alternativo, e alterna-se tanto como a fala proferida, pelas minhas personagens!
Esqueçam o Gilvaz, Cloris, Semicúpio... e todos os outros...
Mas digam la se não se parecem mais com o carnaval!?
Aqui só temos:
o Voz-off, uma voz que ecoa no espaço, não sabemos de onde vem... mas tá lá e participa, mesmo que nunca responda quando lhe fazem uma pergunta directa.
o Duende, às vezes brincalhão, com ar divertido que apronta das suas, volta e meia até parece o mágico druida, com saídas sabias e enigmáticas, mas quando alguém lhe atira o cogumelo ao chão... ui... entre rabujar para todo o lado e a birra... venha o diabo e escolha!
a Cabra, um animal que já anda nestas paradas há tempo demais... Um dia é a que cuida de todos, preocupa-se com a protecção dos habitantes do quintal, fica enternecida com o gesto mais simples da natureza, noutros fica possuída e só atira coices p todo o lado! principalmente quando alguém armado em tonto, lhe puxa os pelos ou lhe trilha os cascos!!!
diálogos!?
Criem-nos vocês!
como fazia a minha mãe na minha infância, dou-vos as personagens e o cenário, agora arranjem o enredo, a moral, os diálogos e claro um fim....
cada um por si, como num dia mau no meu quintal!
"Atira-te ao mar... e diz que te empurraram...." (por acaso até dava jeito, um choque térmico e atirar galhos aos outros!)
Para esclarecimento dos literais... apesar de estar no halloween, não me entraram dois carros alegóricos pela casa a dentro... pelo menos por enquanto, não!
Mas as minhas personagens, encontram-se todas num quintal.
Não é um quintal qualquer, é o quintal que eu e o leitor idealizarmos, tão mutável como as nossas memórias, tão fresco ou tenebroso como as nossas emoções!
Onde vejo uma árvore airosa de frutos carnudos, há quem indistintamente veja um cacto verde e isolado, uma roseira a florescer de espinhos...
hum... o tempo é alternativo, e alterna-se tanto como a fala proferida, pelas minhas personagens!
Esqueçam o Gilvaz, Cloris, Semicúpio... e todos os outros...
Mas digam la se não se parecem mais com o carnaval!?
Aqui só temos:
o Voz-off, uma voz que ecoa no espaço, não sabemos de onde vem... mas tá lá e participa, mesmo que nunca responda quando lhe fazem uma pergunta directa.
o Duende, às vezes brincalhão, com ar divertido que apronta das suas, volta e meia até parece o mágico druida, com saídas sabias e enigmáticas, mas quando alguém lhe atira o cogumelo ao chão... ui... entre rabujar para todo o lado e a birra... venha o diabo e escolha!
a Cabra, um animal que já anda nestas paradas há tempo demais... Um dia é a que cuida de todos, preocupa-se com a protecção dos habitantes do quintal, fica enternecida com o gesto mais simples da natureza, noutros fica possuída e só atira coices p todo o lado! principalmente quando alguém armado em tonto, lhe puxa os pelos ou lhe trilha os cascos!!!
diálogos!?
Criem-nos vocês!
como fazia a minha mãe na minha infância, dou-vos as personagens e o cenário, agora arranjem o enredo, a moral, os diálogos e claro um fim....
cada um por si, como num dia mau no meu quintal!
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Grilo falante
O que há a fazer!?
Quando a tua consciência:
-Tiver 2 pernas, e usa-as para caminhar à tua frente de um lado para o outro, enquanto tu estás sentado num banco de jardim às 500 da manhã com frio, e com ratos a passear nos ramos das árvores!
-Esfumaça-se que nem uma locomotiva vintage,
-Não desaparece quando pensas que estás a alucinar,
-Te disser coisas que nem o diabinho te diria!
- Se auto-denomina sem consciência...
- Aparece em formato visual, 3d, por escrito e audio... em todos os horários e mais alguns, principalmente nos menos convencionais, e mesmo onde não é suposto aparecer... ai encarna a versão imaterial de eco a ressoar...
- pior... aparece na "boca" dos outros... (isto é o ressoar num nível mais elevado!)
- Dá-te, sim não te refere ou mostra, dá mesmo, DOCES, para que tu alimentes as tuas neuras, e que se lixe se vais, resmungar ao espelho e alfinetar a tua auto-estima!
- tu apareces com um dilema, mas como um dilema é monótono, e pode-se resolver com "pim, pam, pum", ele generosamente fornece-te gratuitamente mais umas quantas condicionantes para te entreteres... :S
- e no fim quando pensas que a analise está feita, todos os cenários verificados, e ufa... já podes partir descansada... porque tas confiante na tua racionalização... a consciência...atira-te uma "batata quente" com tooodo o cenário discutido exaustivamente durante horas, com os factores simplesmente perversamente invertidos!
- E a cereja é.... despede-se com: a "ultima palavra é tua! tu é que tens de decidir!"
EU!?!?! mas para que é que serve a consciência?! para me fazer decidir com culpa ou para me ajudar a contorna-la?!?!
(sim, eu deveria envergonhar-me e não contornar mas evitar... mas pronto, não sou perfeita, ok!?)
agora um dilema partilho múltiplos cenários de resposta convosco sobre a minha única questão ou não?!
Quando a tua consciência:
-Tiver 2 pernas, e usa-as para caminhar à tua frente de um lado para o outro, enquanto tu estás sentado num banco de jardim às 500 da manhã com frio, e com ratos a passear nos ramos das árvores!
-Esfumaça-se que nem uma locomotiva vintage,
-Não desaparece quando pensas que estás a alucinar,
-Te disser coisas que nem o diabinho te diria!
- Se auto-denomina sem consciência...
- Aparece em formato visual, 3d, por escrito e audio... em todos os horários e mais alguns, principalmente nos menos convencionais, e mesmo onde não é suposto aparecer... ai encarna a versão imaterial de eco a ressoar...
- pior... aparece na "boca" dos outros... (isto é o ressoar num nível mais elevado!)
- Dá-te, sim não te refere ou mostra, dá mesmo, DOCES, para que tu alimentes as tuas neuras, e que se lixe se vais, resmungar ao espelho e alfinetar a tua auto-estima!
- tu apareces com um dilema, mas como um dilema é monótono, e pode-se resolver com "pim, pam, pum", ele generosamente fornece-te gratuitamente mais umas quantas condicionantes para te entreteres... :S
- e no fim quando pensas que a analise está feita, todos os cenários verificados, e ufa... já podes partir descansada... porque tas confiante na tua racionalização... a consciência...atira-te uma "batata quente" com tooodo o cenário discutido exaustivamente durante horas, com os factores simplesmente perversamente invertidos!
- E a cereja é.... despede-se com: a "ultima palavra é tua! tu é que tens de decidir!"
EU!?!?! mas para que é que serve a consciência?! para me fazer decidir com culpa ou para me ajudar a contorna-la?!?!
(sim, eu deveria envergonhar-me e não contornar mas evitar... mas pronto, não sou perfeita, ok!?)
agora um dilema partilho múltiplos cenários de resposta convosco sobre a minha única questão ou não?!
Tédio
Entediei-me com o meu blog!
Eu não sou o meu blog... ou será a minha outra personalidade a postar?!
(nota mental: verificar a hipótese citada)
Enfim não interessa...
O que interessa é que desvirtuei o propósito inicial do blog.
Sim, havia um propósito. Há sempre um, diga o que se disser!
Diário, cronica, sarcasmo e ironia, observação acutilante dos costumes, rematada com vinagre salgado em ferida aberta.... onde é que isso está?! num único texto!!!! ... "Romarias Modernas" e porquê?!
porque de alguma forma, por mim desconhecida, o blogue virou umas paginas de pseudo-poesia-barata, reflexo de umas emoções compiladas (criadas) para a satisfação narcisica do (meu)* ego...
Ufa 'tou aliviada.
agora já podemos voltar a rotina!
Eu não sou o meu blog... ou será a minha outra personalidade a postar?!
(nota mental: verificar a hipótese citada)
Enfim não interessa...
O que interessa é que desvirtuei o propósito inicial do blog.
Sim, havia um propósito. Há sempre um, diga o que se disser!
Diário, cronica, sarcasmo e ironia, observação acutilante dos costumes, rematada com vinagre salgado em ferida aberta.... onde é que isso está?! num único texto!!!! ... "Romarias Modernas" e porquê?!
porque de alguma forma, por mim desconhecida, o blogue virou umas paginas de pseudo-poesia-barata, reflexo de umas emoções compiladas (criadas) para a satisfação narcisica do (meu)* ego...
Ufa 'tou aliviada.
agora já podemos voltar a rotina!
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Tela
Com crueza o traço,
profana a pálida tela,
trilhando o caminho,
(sempre longo até ao sucesso)
sempre menor que um passo,
surge num gesto,
mil imagens de todos ausentes em ti,
um esboço sem corpo,
numa tela que deixo de resto.
A paleta que tinge,
a paisagem de cenário,
o fundo cidade, que finge
em cada qual um actor secundário,
Dilui-se ainda a incerteza nua,
no momento, que se pinta, imortal,
pela cor porém... vibrará firme a agonia,
Nessa urbe vazia, cinzenta, vandalizada a metal;
Definidas por um traço comum,
Vagas, nos rostos anónimos,
serão ocas fraquezas,
virtudes de outros sinónimos.
Há porém...um...
Lugar menos obscuro,
onde água é óleo!
a aguarás, perfumada,
a espátula, sem massa encorpada;
Ateliers de um conjunto,
de heterónimos tais,
que brindam à estranheza,
e em salvas aclamais!
Discorrem contos:
aveludados de sedosa linhaça.
para que seja no véu esfumado,
mantido; o ténue croqui de ambos,
num cavalete p'ra trás esquecido!
Dividas
Devo-te palavras,
encontradas ao som de uma melodia,devo-te uma música.
Devo-te momentos,
felizes, profundos, raros e desastrosos,
devo-te horas de mim.
Devo-te o sonho,
acordado, a dormir, a escrever, a ler,
devo-te um pouco mais...
Devo-te a troca
da minha alma pela tua inocência,
devo-te a verdade.
Devo-te um plano,
o refúgio, a armadilha e a saída,
devo-te a decisão.
Devo-te a gravidade,
aproximação, a constância e atracção
devo-te importância.
Devo-te a razão,
a palavra, o argumento e a persuasão
devo-te ouvir.
Devo-te emoção,
a paixão, a raiva, a frustração e o desejo
Devo-te sensibilidade.
Devo-te um pouco de mim,
quando juntos devemos tanto de nós,
somos trocas, favores, anseios, e oásis,
causas fundadas e amores sem causa,
somos, voos em pleno céu aberto,
e trilhos de lava a evitar,
somos pânico aguerrido,
um gesto tremor de prazer percorrido...
Devo-te tudo do qual fujo...
Devo-te tudo para onde corro...
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Uivo
Gemem as negras folhagens, que me circundam...
No alto, ergue-se o majestoso candelabro celeste,
e na planície espraia-se um lago de luar,
Tremo, inquieto-me, na imensidão que me engole gentilmente.
Paro, escuto, alertam-se-me os sentidos!
Sinto o rondar de uma fera,
O redistribuir do seu peso a cada passo silencioso,
O eriçar do manto molhado,
O arreganhar das presas afiadas...
Fecho os olhos. Preparo-me.
Para receber o salto que vem na minha direcção.
Essa garra que arranha o instinto,
Essa força pujante de um animal humano,
Essa fome após o letargio invernal.
Contraio-me. Recebo-te.
Sou o alvo e o dardo,
Sou um sôfrego respiro sobre o teu arfar,
Sou um olhar curioso que a tua visão deixa capturar,
Sou um toque fluido na tua negra pelagem perdido.
Perco-me. Fujo-te.
Não sem antes,
Pregar o meu odor ao teu olfacto,
Teimo.
Num gesto nu, adormento-te a vontade.
No alto, ergue-se o majestoso candelabro celeste,
e na planície espraia-se um lago de luar,
Tremo, inquieto-me, na imensidão que me engole gentilmente.
Paro, escuto, alertam-se-me os sentidos!
Sinto o rondar de uma fera,
O redistribuir do seu peso a cada passo silencioso,
O eriçar do manto molhado,
O arreganhar das presas afiadas...
Fecho os olhos. Preparo-me.
Para receber o salto que vem na minha direcção.
Essa garra que arranha o instinto,
Essa força pujante de um animal humano,
Essa fome após o letargio invernal.
Contraio-me. Recebo-te.
Sou o alvo e o dardo,
Sou um sôfrego respiro sobre o teu arfar,
Sou um olhar curioso que a tua visão deixa capturar,
Sou um toque fluido na tua negra pelagem perdido.
Perco-me. Fujo-te.
Não sem antes,
Pregar o meu odor ao teu olfacto,
Dar o meu sabor ao teu paladar,
Vincar as (nossas) pegadas num caminho,
Entregar a minha dor ao teu destino,
Entregar a minha dor ao teu destino,
Tatuar-te em mim.
Teimo.
Num gesto nu, adormento-te a vontade.
De lábios mordidos e punhos cerrados, tomo o trilho contrário.
Ficando na noite do lobo,
Ficando na noite do lobo,
A lenda, dum uivo gravado (dum triste latido uivado)...
domingo, 8 de agosto de 2010
Perdão
Desculpa...
Desculpa fazer-te sangrar;
Desculpa deixar-te às escuras;
Desculpa fazer com que sufoques nesse aperto do peito;
Desculpa deixar-te entregue a um silêncio vazio, que te tomou a alma;
Desculpa por tentar ser-te imune;
Desculpa por te dizer, que te sinto a falta;
Desculpa por não suportar sentir-te distante;
Desculpa por preferir sentir-te ausente.
Desculpa tudo o que te fiz!
Desculpa ainda mais, aquilo ainda está por fazer...
Desculpa fazer-te sangrar;
Desculpa deixar-te às escuras;
Desculpa fazer com que sufoques nesse aperto do peito;
Desculpa deixar-te entregue a um silêncio vazio, que te tomou a alma;
Desculpa por tentar ser-te imune;
Desculpa por te dizer, que te sinto a falta;
Desculpa por não suportar sentir-te distante;
Desculpa por preferir sentir-te ausente.
Desculpa tudo o que te fiz!
Desculpa ainda mais, aquilo ainda está por fazer...
terça-feira, 20 de julho de 2010
Silêncio nos ecos da alma
O barco agita fortemente com o o choque potente das ondas contra o casco.
No convés, onde me encontro, varias almas penadas e praticamente desfiguradas movem-se à mercê dos balanços enjoativos que a embarcação faz...eu vou de estibordo a bombordo, e não reparo, escorrego no sal e só não passo a água, porque algures uma teia de cabos, que alguém não arrumou... me... prende...
Fico de pés para cima, cara para baixo, agito no ar como uma qual bandeira, uma vela mal rizada, sacudida, chicoteada pela violência de Éolos! Sou um rasgão de pano, de uma era perdida, sou uma trégua extinguida, nas vontades da cobiça.
Não há leme.
Perdeu-se a rota...
No convés, onde me encontro, varias almas penadas e praticamente desfiguradas movem-se à mercê dos balanços enjoativos que a embarcação faz...eu vou de estibordo a bombordo, e não reparo, escorrego no sal e só não passo a água, porque algures uma teia de cabos, que alguém não arrumou... me... prende...
Fico de pés para cima, cara para baixo, agito no ar como uma qual bandeira, uma vela mal rizada, sacudida, chicoteada pela violência de Éolos! Sou um rasgão de pano, de uma era perdida, sou uma trégua extinguida, nas vontades da cobiça.
Não há leme.
Perdeu-se a rota...
domingo, 14 de março de 2010
Pote de ouro
É de manhã, uma manhã de domingo.
Aquelas manhãs silenciosas, suspensas, em que o mergulhar dos raios de sol primaveril nas janelas, são o único acontecimento que se evidência... Estão por toda a parte, lambendo as paredes dos prédios, espreguiçando-se pela paisagem, engolindo as sombras e criando pontos de reflexo que ofuscam.
Eu, estou no quarto, na sala, estou de janela em janela a contemplar o silêncio do dourado, o ruído dos brilhos, a amplificação de tudo isto no céu. Estou ocupada com tudo que se passa em torno, porque não quero sentir o nó que acordou laçado à volta da minha garganta... Se o ignorar, deixa de existir.
Assim, como o sombrio pressagio que me roubou a orfeu.. Também ele desaparecerá.
A luz vai enxotá-los, não vai?!
Só espero que, os raios sejam reflexos, dourados, de um tesouro que afinal não se perdeu...
Mas quando não há nada a fazer.... é porque tudo... já foi feito...
Assim, espero.
Aquelas manhãs silenciosas, suspensas, em que o mergulhar dos raios de sol primaveril nas janelas, são o único acontecimento que se evidência... Estão por toda a parte, lambendo as paredes dos prédios, espreguiçando-se pela paisagem, engolindo as sombras e criando pontos de reflexo que ofuscam.
Eu, estou no quarto, na sala, estou de janela em janela a contemplar o silêncio do dourado, o ruído dos brilhos, a amplificação de tudo isto no céu. Estou ocupada com tudo que se passa em torno, porque não quero sentir o nó que acordou laçado à volta da minha garganta... Se o ignorar, deixa de existir.
Assim, como o sombrio pressagio que me roubou a orfeu.. Também ele desaparecerá.
A luz vai enxotá-los, não vai?!
Só espero que, os raios sejam reflexos, dourados, de um tesouro que afinal não se perdeu...
Mas quando não há nada a fazer.... é porque tudo... já foi feito...
Assim, espero.
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