sábado, 2 de maio de 2009

Envenenada

Escorrega a gota sedosa do gargalo;
A Beijar os lábios de ansiedade...
Frio, o líquido, carregado de azul,
arrefece ao toque a vitalidade.

O néctar adocicadamente letal,
funde-se no corpo, que quer cessar a vida,
Numa gentileza retardada, infiltra-se,
apenas para, saciar, um desejo de amanhã.

O corpo obediente, enrijece-se,
Os tons da lividez espraiam-se na pele,
O olhar preenche-se de vazio, e,
O espelho embaciado, deixa de estar.

És finalmente acolhido,
No ventre aveludado da morte,
O teu fim...
... é a vivida memória em cada um,
E o teu amanhã será em coro:
"- E se..."

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