Uma folha,
Igual a tantas outras... branca, texturada, limpa;
Expectante de ti,
que a olhas, que procuras o seu melhor ângulo;
Hesitante recolhes a mão ao primeiro traço,
é leve e fluido, espalhando-se quando assim tiver de ser...
Vislumbras um cânone,
frio e distante do modelo que tentas reproduzir...
Olhas agora, e vês o rosto,
uma massa organizada; nada de novo.
Olhas mais uma vez,
e espantas-te por ver uma expressão,
não estava lá, ainda agora!
A coisa complica-se,
o olho também ri...
No que julgas ser o fim,
começas a modelar cada característica,
descobres as particularidades do modelo,
riste-te,
descobres os teus erros!
amaldiçoas a tua falta de competência,
desculpas-te, com a tua mão ferrugenta ...
Insistes, dás sombras, cruzas linhas, em vão.
Pois no fim, o modelo apesar de se parecer,
não é nem nunca será quem pensavas até então.
isso lembra-me do teu retrato em argila ^^ mesmo o moldando em poucas horas, há sim um certo ar típico teu no olha da escultura ^^
ResponderEliminarnão, o final deste texto não é para ser lido c no texto "esculpir". Neste caso é bem mais literal... até pk quando fazes um retrato, a ideia é captares a pessoa que representas, tu e o teu traço são só a ferramenta, para chegar a esse fim... claro que deixas sempre algo de ti, da tua visão... mas sem ser tão intencional como é quando crias algo.
ResponderEliminar