quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Uma Missão Equatorial
Há uns meses que não escrevo, não por falta de assunto... mas por uma preguiça imensa de aceder ao blogue... mas hoje a sofreguidão insaciável de escrever foi mais forte que a inércia que se aloja em mim...
Os meses, e os assuntos crepitam na minha cabeça, uma tonelada de historias e de frases são criadas quase ao segundo, para serem debitadas tecla a tecla neste ecrã... de tal forma, que há quem cante no banho, eu prefiro fazer solilóquios com o chuveiro sobre narrativas, algumas com nexo outras completamente desencadeadas de um pensamento linear... algumas, penso até que com algum brilhantismo mas que se evaporam com a agua quente do banho, fixando-se no espelho ao invés de serem transcritas para aqui...
Este verão vivi uma experiencia fora de serie, escorreguei até à linha que divide o mundo em Hemisférios e deixei-me inebriar por um povo, uma cultura, um clima e um tempo tão diferente do meu, que só pude deixar-me embalar num "leve leve"... um "leve leve" de sabores, de falta de tudo e absolutamente nada, de uma varanda que guarda nos "por do sol" horas de confidencias, no zumbido da rua e da escuridão das noites, da ausência de luz e de água que é sobreposta pelos ritmos dengosos e pelo perfume dos frutos, dos olhos arregalados das crianças e da sua voz gritada a pedir atenção:
- "Brrrranca".
- "Das Neves", aprendi eu a responder, com um acenar sorridente e um "Xaué" a pontuar.
Foram horas de trabalho e de aprendizagem, minhas, não deles...
Foi abrir os olhos, foi crescer, foi dar a mão a alguém que não sabes quem é, nem de onde vem...
Mas será que estará nas tuas mãos saber para onde vai? humm... não.
No entanto, quero acreditar que lhes tenha mostrado um leque de opções, a força de querer ou de agarrar foge-me ao controlo, isso... cabe-lhes a eles... está nas suas mãos! (não nas mãos de quem ajuda ou pelo menos não só). Foi o nosso lema, porém, na verdade só está em quem quer ou pode ser ajudado...
E isso é um caminho longo a percorrer... quem sabe um dia... saberei ou saberemos... se o "machim" (catana) colheu algum fruto dos que fomos plantar!
Eu e a Bela, a grande ajuda em são Tomé, uma amiga de verdade, a professora que todos queremos e a melhor vizinha do mundo!
um momento em cadeia... ai a varanda... se falasse!
Bonecas de folha de bananeira
Um peixe colorido das águas quentes recriado em material reciclado e natural (cartão de caixa, tampinhas das latas e folhas de bananeiras)
A Borboleta/libelinha de folhas
O tipico carrinho de lata, todos os trabalhos realizados no "2º curso de Ferias da Escola Secundária da Trindade" Mezochi – São Tomé e Príncipe
O meu último almoço… a receita do Gilson de rissóis de peixe andala…
As "noites crioulas"…
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Shots - Missão
Fica o registo efemero de muito trabalho, convivencia, momentos mágicos... e tantos outros para os quais não amadureci ainda as palavras para os descrever...
as caras da missão...
a divulgação...

as caras da missão...
a divulgação...
A roça...
a escola...
as rondas de alimentos...
a paisagem e o quotidiano...
os tempos livres...
a despedida....
Algum trabalho que ficou...
Toda a equipa!
(eu e o pucaro em memoria...)
domingo, 19 de julho de 2009
Pensamentos por extenso
Num silêncio cortante,
digo-te todas as palavras
que a falar já mais pronunciei
Cunho-as num papel,
com a esperança de que um dia se soltem letra a letra
e te sejam sopradas em sussurros.
Escrevo-as como um feitiço,
uma vontade sufocada
Desejo que se concretize.
Mas sem alento o papel amarelece
e eu nos dias vagos que caem no calendário
vou esmorecendo a minha prece
Sei que perdi!
o que afinal nunca tive,
quando as horas arrastam a folha para um canto,
e eu acordo mais uma vez sem ti.
sábado, 18 de julho de 2009
Diário
Num raio esguio da manhã,
Varro a imagem de um longo abraço, nuns braços perdidos...
Na tarde soalheira,
Revejo a luz de um olhar, de quem não vê…
(por fim…)
Encosto-me ao crepúsculo,
De um beijo, sem lábios…
(e deixo-me ir...)
Solta na aragem da noite,
Onde carrego uma carícia, doada ao vento…
(para que...)
No limbo alvor da madrugada,
Pronuncie a palavra sublinhada pelo... alento!
Um sopro de ilusão!
Onde estás?
Estás tão perto,
que o abismo que nos separa... é apenas a lactea névoa serrana da manhã...
Estás tão longe,
que a ponte que nos aconchega... range os dias em que se vestiu de esperança e desalento...
Fecha os olhos!
Ouve...
O cantar das correntes,
O ritmo da madeira a baloiçar,
O chiar do vento irrequieto,
O meu passo para te alcançar.
que o abismo que nos separa... é apenas a lactea névoa serrana da manhã...
Estás tão longe,
que a ponte que nos aconchega... range os dias em que se vestiu de esperança e desalento...
Fecha os olhos!
Ouve...
O cantar das correntes,
O ritmo da madeira a baloiçar,
O chiar do vento irrequieto,
O meu passo para te alcançar.
sábado, 2 de maio de 2009
Envenenada
Escorrega a gota sedosa do gargalo;
A Beijar os lábios de ansiedade...
Frio, o líquido, carregado de azul,
arrefece ao toque a vitalidade.
O néctar adocicadamente letal,
funde-se no corpo, que quer cessar a vida,
Numa gentileza retardada, infiltra-se,
apenas para, saciar, um desejo de amanhã.
O corpo obediente, enrijece-se,
Os tons da lividez espraiam-se na pele,
O olhar preenche-se de vazio, e,
O espelho embaciado, deixa de estar.
És finalmente acolhido,
No ventre aveludado da morte,
O teu fim...
A Beijar os lábios de ansiedade...
Frio, o líquido, carregado de azul,
arrefece ao toque a vitalidade.
O néctar adocicadamente letal,
funde-se no corpo, que quer cessar a vida,
Numa gentileza retardada, infiltra-se,
apenas para, saciar, um desejo de amanhã.
O corpo obediente, enrijece-se,
Os tons da lividez espraiam-se na pele,
O olhar preenche-se de vazio, e,
O espelho embaciado, deixa de estar.
És finalmente acolhido,
No ventre aveludado da morte,
O teu fim...
... é a vivida memória em cada um,
E o teu amanhã será em coro:
E o teu amanhã será em coro:
"- E se..."
terça-feira, 25 de novembro de 2008
pontas soltas...
como havia previsto, o conto da praia das maçãs não foi terminado como texto, mas como seria de se esperar encerrou-se definitivamente nele mesmo... terminou na realidade em que ele foi decalcado... passaram-se sete longos anos, para que o mar o engolisse de vez e o arrastasse para outra costa... com as sete ondas altas e sete ondas baixas...
Mas a nossa personagem Sofia não descansa enquanto não se enrola em ventos ciclonicos, procura tanto que encontra sempre uma nova historia onde mergulhar... mergulhos em apeneia e de olhos fechados... e confortavelmente na sua privação de ar escorrega por elas a dentro, sem saber se ha fundo, se ha ir e voltar, se ha alguém p a salvar...
Sofia, apenas mergulha.... e volta a mergulhar.... e mergulha e mergulha e mergulha...
e destes ultimos mergulhos ela tras muito para contar... ui se tras.... mas sera que deve? a questão impõe-se...
Mas a nossa personagem Sofia não descansa enquanto não se enrola em ventos ciclonicos, procura tanto que encontra sempre uma nova historia onde mergulhar... mergulhos em apeneia e de olhos fechados... e confortavelmente na sua privação de ar escorrega por elas a dentro, sem saber se ha fundo, se ha ir e voltar, se ha alguém p a salvar...
Sofia, apenas mergulha.... e volta a mergulhar.... e mergulha e mergulha e mergulha...
e destes ultimos mergulhos ela tras muito para contar... ui se tras.... mas sera que deve? a questão impõe-se...
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